Investindo no inimigo... Ou não!

E o marketing digital continua supreendendo.

02 Setembro 2010

Com o desespero das redes sociais dentro do marketing digital todo mundo, ou pelo menos quase todo mundo, já deve ter ouvido (e enjoado) falar do Diáspora, o concorrente do Facebook que vai ao ar virtualmente no dia 15 de setembro e promete fazer o mesmo sucesso e ter o mesmo número de contas que o Facebook tem. Pois bem, de promessas positivas o mundo está cheio, se elas serão realidade é outra coisa. Mas lendo sobre o assunto eu acabei descobrindo coisas interessantes como o fato dele ter sido desenvolvido por um grupo de estudantes a partir da ajuda de empresas que doaram quantias interessantes para os investimentos e tal.


Então, continuei lendo e percebi que entre os doares com quantias mais altas estava Mark Zuckerbeg que foi um dos primeiros a apoiar o projeto. Mas como assim Mark Zuckerbeg? O que esse cara faz entre os outros doadores se ele é justamente o dono do Facebook? E pelo jeito o meu espanto foi geral, ao passo que ao olhar os links relacionados, todas as notícias se perguntavam por que estaria Mark Zuckerberg investindo do concorrente. As respostas eram as mesmas, o maluco simplesmente alegava que o Diáspora era uma boa idéia e que estava numa boa em ajudar, mas não comentava nada sobre a promessa da nova rede social ser a promessa de dor de cabeça do Facebook.


Não tinha jeito, eu tinha que confabular e arrumar uma conspiração no meio disso tudo. A única vantagem pela qual eu investiria em um inimigo seria fazer com que ele tivesse sucesso no mercado e comprá-lo depois para pegar carona no sucesso que ele conquistou, e como dois mais dois, de sucesso por sucesso eu seria a maior no mercado sem esforço nenhum. Mas... por que o Facebook faria isso? Todo mundo pensou em Google, certo? Certo! Do mesmo jeito que o Google promove a guerrinha (nada) fria no marketing digital contra o Facebook ao comprar pequenas formigas do mercado mas que de pouco a pouco trarão mais e mais usuários para ele, o Facebook pode fazer o mesmo com a ajuda do Diáspora e acabar de vez com o Orkut, primogênito do Google.


Dizem as más línguas que o Diáspora terá tudo aquilo que o Facebook deveria ter e um pouco mais (ta, agora eu não estou nem curiosa para conhecer, estou desesperada mesmo) e que não será muito difícil dele virar uma febre mundial como os outros. Já imaginaram o Facebook com o sucesso que tem hoje incorporando outro sucesso escandaloso como promete o Diáspora em pouquíssimo tempo? Seria um estrondo como a coleção de inverno Gucci do ano passado, porém, dentro dos moldes do marketing digital.


Pensem no desespero e na corrida de titãs que não seria ver os dois grandões das redes sociais se matando por um usuário e outro como se fosse o fim do mundo? Por mais cruel que seja, o CEO do Google no momento tem que fazer promessas para todos os santos rezando para que o Diáspora seja um desastre ou então ele vai ter quer trabalhar freneticamente para lançar de vez o Google Me e tentar dar uma abaixada na poeira. Do contrário ele vai querer comprar até a Trimbo na intenção de cominar o mundo.


Diante de toda essa confusão de marketing digital eu só sei de três coisas: que o Google tem que dormir com um olho aberto e o outro aberto também, que Mark Zuckerberg é o cara mais sagaz do momento e que... Eu ‘tô’ louca para conhecer o Diáspora, e você?

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Sobre o autor
Nathália DePaulla

Nathália DePaulla

Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo.

Especialista em Web Writing e responsável pelo gerenciamento de conteúdo dos clientes Trimbo.